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Cidade dos sapatos baratos

Cidade dos sapatos baratos

A primeira imagem de Istambul, aquela que não sai de nossas cabeças é a de quando o avião já estava suficientemente baixo para que pudéssemos distinguir os prédios, e se tornaram visíveis as dezenas de mesquitas da cidade, e suas torres pontiagudas direcionadas para o céu. Naquele momento já foi possível sentir que aquele era um lugar diferente de todos que já tínhamos visitado. Depois, a caminho do hotel, atravessando grandes e verdes parques repletos de gente com roupas coloridas, crianças brincando, homens fumando, mulheres conversando, tudo parecia contribuir para nos dar as boas vindas e passar a sensação que a cidade nos recebia de braços abertos, até mesmo o céu azul e o brilho do sol daquela manhã de domingo.

Istambul é dividida em quatro principais regiões, todas no lado europeu, conhecidas como Região do Palácio do Sultão, Sultanhamet (onde ficam a basílica Santa Sofia e Mesquita Azul), Bairro dos Bazares (onde está o grande bazar da cidade) e Beyoglu (onde fica Taksin, setor mais moderno da cidade). A cidade é grande, e para ir de um bairro a outro existem várias linhas de ônibus e barcos. Os preços não são caros, comparados a outras cidades européias, mas nem sempre é fácil entender as rotas e destinos. Não hesite em pedir informações, e lembre que mímica e inglês freqüentemente ajudam muito a comunicação. Mas o povo tem boa vontade com turistas, e é capaz até de seguir junto só para lhe mostrar o caminho.

Não deixe de visitar o Museu Arqueológico (Arkeoloji Müzesi), onde estão relíquias de todas as partes do império Otomano. Merecem destaque o Sarcófago de Alexandre o Grande, o Tratado de Kadesh (onde estão gravados os termos do tratado de paz firmado entre egípcios e Hititas, no ano 1269AC), relíquias de 3000AC da cidade de Tróia e objetos diversos das civilizações de Anatólia, Trácia e Bizâncio.

Ao lado uma imagem dos tГ­picos vendedores de ГЎgua, que vestidos com trajes tГ­picos e carregando grandes vasilhames nas costas costumam percorrer as ruas posando para fotos com turistas. Os copos coloridos de ГЎgua ou suco sГЈo servidos com o auxГ­lio de uma manguerinha.

Táxis são baratos e cobram pelo taxímetro. Caminhar é uma boa opção para conhecer a cidade de perto, mas procure levar um bom mapa e caminhar com atenção, porque o lado mais antigo de Istambul é um labirinto de estreitas ruas, calçadas que podem desaparecer, e às vezes é preciso disputar espaço com os carros

Quer agora um programa diferente? Experimente um banho turco (Hamam), uma das mais antigas tradições do país. Consiste numa sauna a vapor intercalada com revigorantes massagens. Os massagistas tem fama de torcer cada músculo dos clientes, mas o resultado final é muito relaxante.

Ao lado uma foto da Mesquita Azul, a principal da cidade. Para entrar numa mesquita é necessário tirar os sapatos e geralmente são distribuídos na entrada sacos plásticos para colocar nos pés, e sacolas para levar os sapatos, que devem ser devolvidas na saída. Mulheres devem evitar roupas decotadas ou ombros de fora. Para aquelas que estejam vestidas assim são distribuídos xales para colocar nas costas. Também é usual cobrir a cabeça com um lenço, em sinal de respeito à fé muçulmana.

No interior da mesquita, há um local delimitando a área de orações apenas a quem realmente deseja rezar. Lembre que além de atração turística, esta é uma casa de orações, por isso o silêncio é recomendável. Mulheres muçulmanas fazem suas orações separadas dos homens, num setor situado nos fundos da mesquita. Ao sair, não esqueça de fazer uma doação àquela casa religiosa, o que sempre é bem vindo como sinal de gentileza e respeito.

Além das mesquitas e do grande bazar, outra visita que não se pode deixar de fazer é ao Palácio Topkapi, residência dos antigos sultões turcos. A área do palácio é formada por uma sucessão de pavilhões, pátios e jardins, onde estão trajes imperiais e tesouros de encher os olhos e imaginação. O ponto mais famoso do palácio é o Harém, onde fizemos a foto ao lado. Um sultão podia ter mais de mil mulheres, e elas viviam todas no Harém. Além do sultão, os únicos homens que podiam entrar no Harém eram os eunucos, escravos castrados que atendiam às mulheres. Ser eunuco era ter um bom emprego e algumas famílias preparavam seus filhos desde pequenos para esta função.

Caminhar por Istambul revela a todo momento uma sucessão de contrastes e numa mesma rua pode-se cruzar com mulheres maquiadas e vestindo terninhos e vestidos tipicamente ocidentais ou então trajando hijab, chador, niqab, shaila, al-amira ou khimar (imagem ao lado), os diferentes tipos de véus islâmicos. Mas o que nos chamou mesmo a atenção foi a culinária. Istambul é cheia de pequenos restaurantes onde os pratos são preparados na entrada, bem à vista dos fregueses. Basta apontar o que você quer e o atendente vai colocando os itens escolhidos em pratinhos separados. A comida não é muito diferente da nossa, mas costuma ser mais condimentada.

Esta foto foi tomada em frente à Torre de Gálata (Galata Kulesi), a construção mais alta da cidade. Ela está situada bem no centro de um labirinto de ruas, na região de Beyoglu. Construída em 1348, ela fazia parte das antigas fortificações da cidade. Hoje é mais uma atração turística, e principalmente, o melhor ponto de observação para quem quer ver Istambul de cima. Chega-se ao topo por um elevador, e à noite o restaurante do último andar apresenta shows com danças típicas e pratos regionais.

Quando estávamos lá em cima os relógios marcavam 13 horas, um dos momentos de oração na cidade, assim pudemos ouvir preces simultâneas, vindas de mesquitas em todas direções. Outro bom local para assistir danças típicas é no Mosteiro Mevlevi. Nele os famosos dançarinos Dervixes Rodopiantes fazem apresentações no último domingo de cada mês.

Bem no centro está uma das visitas mais impressionantes da cidade, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Saray). É um enorme reservatório subterrâneo de água, construído pelos Bizantinos no ano 532 para abastecer o palácio, e sustentado por 336 colunas de 8 metros de altura. Visite o trecho onde está representada a cabeça da Medusa, local de um santuário de ninfas aquáticas e passe no pequeno restaurante iluminado a velas existente dentro da cisterna. É o melhor lugar para se pedir um chá e apreciar com calma toda a beleza daquele ambiente.

A imagem símbolo que Istambul nos deixou é a de uma embarcação com a flamejante bandeira Turca navegando pelo estreito de Bósforo, com a torre de Gálata ao fundo, pairando sobre os bairros antigos de Istambul. Estar situada metade na Europa e metade na Ásia simboliza bem este lugar, pois aqui o oriente convive com o ocidente e hábitos milenares estão ao lado de costumes do século 21. E principalmente muçulmanos e cristãos convivem em paz. É uma terra de fortes contrastes, reveladora em cada uma de suas ruelas e mercados, e fascinante durante as vinte e quatro horas do dia.

A música desta página é Donmelisin, melodia popular da Turquia. Para interromper sua execução clique em X (parar)

Bandeira da Turquia

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GUIA DE COMPRAS NO PARAGUAI

Mesmo sem ultrapassar a cota de 300 dуlares, uma famнlia de turistas pode passar vбrios dias na fronteira, conhecer as Cataratas do Iguaзu, a Itaipu e outros atrativos, e voltar para casa com a viagem paga pela diferenзa de preзos nos artigos de consumo que trouxer na bagagem.

Ciudad del Este

Pedro Juan Caballero

Salto del Guairб

Encarnacion

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Istambul é dividida em quatro principais regiões, todas no lado europeu, conhecidas como Região do Palácio do Sultão, Sultanhamet (onde ficam a basílica Santa Sofia e Mesquita Azul), Bairro dos Bazares (onde está o grande bazar da cidade) e Beyoglu (onde fica Taksin, setor mais moderno da cidade). A cidade é grande, e para ir de um bairro a outro existem várias linhas de ônibus e barcos. Os preços não são caros, comparados a outras cidades européias, mas nem sempre é fácil entender as rotas e destinos. Não hesite em pedir informações, e lembre que mímica e inglês freqüentemente ajudam muito a comunicação. Mas o povo tem boa vontade com turistas, e é capaz até de seguir junto só para lhe mostrar o caminho.

Não deixe de visitar o Museu Arqueológico (Arkeoloji Müzesi), onde estão relíquias de todas as partes do império Otomano. Merecem destaque o Sarcófago de Alexandre o Grande, o Tratado de Kadesh (onde estão gravados os termos do tratado de paz firmado entre egípcios e Hititas, no ano 1269AC), relíquias de 3000AC da cidade de Tróia e objetos diversos das civilizações de Anatólia, Trácia e Bizâncio.

Ao lado uma imagem dos tГ­picos vendedores de ГЎgua, que vestidos com trajes tГ­picos e carregando grandes vasilhames nas costas costumam percorrer as ruas posando para fotos com turistas. Os copos coloridos de ГЎgua ou suco sГЈo servidos com o auxГ­lio de uma manguerinha.

Táxis são baratos e cobram pelo taxímetro. Caminhar é uma boa opção para conhecer a cidade de perto, mas procure levar um bom mapa e caminhar com atenção, porque o lado mais antigo de Istambul é um labirinto de estreitas ruas, calçadas que podem desaparecer, e às vezes é preciso disputar espaço com os carros

Quer agora um programa diferente? Experimente um banho turco (Hamam), uma das mais antigas tradições do país. Consiste numa sauna a vapor intercalada com revigorantes massagens. Os massagistas tem fama de torcer cada músculo dos clientes, mas o resultado final é muito relaxante.

Ao lado uma foto da Mesquita Azul, a principal da cidade. Para entrar numa mesquita é necessário tirar os sapatos e geralmente são distribuídos na entrada sacos plásticos para colocar nos pés, e sacolas para levar os sapatos, que devem ser devolvidas na saída. Mulheres devem evitar roupas decotadas ou ombros de fora. Para aquelas que estejam vestidas assim são distribuídos xales para colocar nas costas. Também é usual cobrir a cabeça com um lenço, em sinal de respeito à fé muçulmana.

No interior da mesquita, há um local delimitando a área de orações apenas a quem realmente deseja rezar. Lembre que além de atração turística, esta é uma casa de orações, por isso o silêncio é recomendável. Mulheres muçulmanas fazem suas orações separadas dos homens, num setor situado nos fundos da mesquita. Ao sair, não esqueça de fazer uma doação àquela casa religiosa, o que sempre é bem vindo como sinal de gentileza e respeito.

Além das mesquitas e do grande bazar, outra visita que não se pode deixar de fazer é ao Palácio Topkapi, residência dos antigos sultões turcos. A área do palácio é formada por uma sucessão de pavilhões, pátios e jardins, onde estão trajes imperiais e tesouros de encher os olhos e imaginação. O ponto mais famoso do palácio é o Harém, onde fizemos a foto ao lado. Um sultão podia ter mais de mil mulheres, e elas viviam todas no Harém. Além do sultão, os únicos homens que podiam entrar no Harém eram os eunucos, escravos castrados que atendiam às mulheres. Ser eunuco era ter um bom emprego e algumas famílias preparavam seus filhos desde pequenos para esta função.

Caminhar por Istambul revela a todo momento uma sucessão de contrastes e numa mesma rua pode-se cruzar com mulheres maquiadas e vestindo terninhos e vestidos tipicamente ocidentais ou então trajando hijab, chador, niqab, shaila, al-amira ou khimar (imagem ao lado), os diferentes tipos de véus islâmicos. Mas o que nos chamou mesmo a atenção foi a culinária. Istambul é cheia de pequenos restaurantes onde os pratos são preparados na entrada, bem à vista dos fregueses. Basta apontar o que você quer e o atendente vai colocando os itens escolhidos em pratinhos separados. A comida não é muito diferente da nossa, mas costuma ser mais condimentada.

Esta foto foi tomada em frente à Torre de Gálata (Galata Kulesi), a construção mais alta da cidade. Ela está situada bem no centro de um labirinto de ruas, na região de Beyoglu. Construída em 1348, ela fazia parte das antigas fortificações da cidade. Hoje é mais uma atração turística, e principalmente, o melhor ponto de observação para quem quer ver Istambul de cima. Chega-se ao topo por um elevador, e à noite o restaurante do último andar apresenta shows com danças típicas e pratos regionais.

Quando estávamos lá em cima os relógios marcavam 13 horas, um dos momentos de oração na cidade, assim pudemos ouvir preces simultâneas, vindas de mesquitas em todas direções. Outro bom local para assistir danças típicas é no Mosteiro Mevlevi. Nele os famosos dançarinos Dervixes Rodopiantes fazem apresentações no último domingo de cada mês.

Bem no centro está uma das visitas mais impressionantes da cidade, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Saray). É um enorme reservatório subterrâneo de água, construído pelos Bizantinos no ano 532 para abastecer o palácio, e sustentado por 336 colunas de 8 metros de altura. Visite o trecho onde está representada a cabeça da Medusa, local de um santuário de ninfas aquáticas e passe no pequeno restaurante iluminado a velas existente dentro da cisterna. É o melhor lugar para se pedir um chá e apreciar com calma toda a beleza daquele ambiente.

A imagem símbolo que Istambul nos deixou é a de uma embarcação com a flamejante bandeira Turca navegando pelo estreito de Bósforo, com a torre de Gálata ao fundo, pairando sobre os bairros antigos de Istambul. Estar situada metade na Europa e metade na Ásia simboliza bem este lugar, pois aqui o oriente convive com o ocidente e hábitos milenares estão ao lado de costumes do século 21. E principalmente muçulmanos e cristãos convivem em paz. É uma terra de fortes contrastes, reveladora em cada uma de suas ruelas e mercados, e fascinante durante as vinte e quatro horas do dia.

A música desta página é Donmelisin, melodia popular da Turquia. Para interromper sua execução clique em X (parar)

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